terça-feira, 18 de setembro de 2007

Enfim...

Querer uma vez
Outra mais
Hoje, ontem, depois
Para que esperar?
A espera é a certeza
Inconsciente e não consentida que temos
Eu e você

Ter um ao outro tão perto
Escuridão constante
Indefinida
É o toque
Aperto
Faz sorrir, olha e sente

Volta a sentir
Tocar e alocar
Um espaço a ti pertencente
Não por propriedade
Pura afinidade

Ardência no olhar...
Enfim a claridade?
Ver-te...
Poderemos enfim?
Sem mais conter o sentir
Ou o ir e vir
Posteriormente chegar
Enfim, poder partir

Surpreendentemente
Você fala
Escuto
Calo
Nada a dizer
Subitamente tive
Tenho
Só não soube como
Ou se era enfim o quando

Sentimento procede
Nunca pertenceu
Ao conhecimento
Explícito
Somente a madeira
Que o aflora
Ao fechar-te

Quando me olha
Imediatamente sei
Sei que importa
Distorce, torce
Vive, imagina
E não obstante prevê o fim

Coexistência do fim cíclico
Busca da compreensão
Dessa vontade mítica
Simplória e fatídica
Que faz o fim que principia retornar

Deixemos de lado
Toda a indagação
Pudor, horror
Nomes, regras, definições
Nada mais que
Tradução da vontade de ser

Sejamos distraídos
Eternamente
Nós dois
Como sempre fomos
Como sempre sendo
Enfim, eu e você.

2 comentários:

Ana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Sejamos distraídos!

Vamos nos distrair?
Na Ilha
Na Praia
Na Lapa

Vamos?
Porque distraindo assim
Achamos.