Eu
de todo
sempre
de toda
hora
de tudo
agora
me deixo
estar
Não mais
aqui
Sem querer
lá
Sem mesmo
estar
saudoso
do que sou...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
Insônia
Poucas horas de sono por motivos adversos: nada a fazer, vontade de acordar tarde, perda de tempo, procura por partitura. Antes o violão e agora a flauta, ontem sua presença noturna e agora ausência diária. E hoje venho escrever as 3 horas da manhã – mais uma noite pouco dormida – depois de uma nova combinação: o gosto do charuto com uísque, muito bem apresentados.
Independente do motivo, o fim é o mesmo. Inicia com lembranças do que aconteceu ou o que eu queria que acontecesse. Todas as vertentes e adjacências que provocam a reflexão. Bendita reflexão! Se eu já não conseguia dormir agora mesmo que não consigo, pois se inicia a filosofia. Um milhão de eternas perguntas sem respostas. Só que hoje eu descobri que na verdade são respondidas, mas de formas diferentes de acordo com o instante. Isso passa a ser mágico, é como escolher o que quer viver a cada segundo. Rasgar a folha quando não gosta do texto e começar outro dizendo a mesma coisa. Mudar o canal quando o programa está chato, e escolher um filme idiota só para não ficar sem ver nada. Ler vários livros ao mesmo tempo para não enjoar de nenhum, mas se perder na leitura de todos. Terminar um namoro e voltar várias vezes acreditando que poderá dar certo o que já acabou faz tempo. Dizer que não sente para se fazer de forte e morrer de amor segundos depois do adeus. É ir embora já querendo chegar. Ter prazer em ouvir jazz sem pensar no prazer em si...
Na última indagação parei. E diante desse absurdo me dei conta de mais alguns não menos importantes. Nunca fomos ao cinema, a um boteco, não fomos a show nem a praia. Nunca comemos nada juntos nem bebemos cerveja. Não conversamos por mais de 60 minutos, nem convivemos por mais de 3 dias seguidos. Nunca te vi chorar, já te vi sofrer. Fui entrelaçar meus dedos nos seus esses dias, mas nunca andamos de mãos dadas nem abraçados. Nunca andamos juntos. Não conheço ninguém do seu convívio, nem você do meu. Não fazemos coisas em comum, mas nos encontramos com frequencia. Não sei seu endereço, se mora em casa ou apartamento. Se gosta de chuva, se prefere calor. Se gosta de barulho ou silêncio. Não reconheço sua voz ao telefone, nunca fez uma canção pra mim...
Não te conheço. Como é possível? Me espanto a perceber que você é somente o que eu criei a partir do que me faz sentir. Do que sua pele, seu cheiro, temperatura, gosto, olhar, toque, presença e mais ainda a ausência provocam em mim...
Tenho medo do que você ainda não é, mais ainda do que você pode ser! E assim prefiro não arriscar. Volto a dormir...
Independente do motivo, o fim é o mesmo. Inicia com lembranças do que aconteceu ou o que eu queria que acontecesse. Todas as vertentes e adjacências que provocam a reflexão. Bendita reflexão! Se eu já não conseguia dormir agora mesmo que não consigo, pois se inicia a filosofia. Um milhão de eternas perguntas sem respostas. Só que hoje eu descobri que na verdade são respondidas, mas de formas diferentes de acordo com o instante. Isso passa a ser mágico, é como escolher o que quer viver a cada segundo. Rasgar a folha quando não gosta do texto e começar outro dizendo a mesma coisa. Mudar o canal quando o programa está chato, e escolher um filme idiota só para não ficar sem ver nada. Ler vários livros ao mesmo tempo para não enjoar de nenhum, mas se perder na leitura de todos. Terminar um namoro e voltar várias vezes acreditando que poderá dar certo o que já acabou faz tempo. Dizer que não sente para se fazer de forte e morrer de amor segundos depois do adeus. É ir embora já querendo chegar. Ter prazer em ouvir jazz sem pensar no prazer em si...
Na última indagação parei. E diante desse absurdo me dei conta de mais alguns não menos importantes. Nunca fomos ao cinema, a um boteco, não fomos a show nem a praia. Nunca comemos nada juntos nem bebemos cerveja. Não conversamos por mais de 60 minutos, nem convivemos por mais de 3 dias seguidos. Nunca te vi chorar, já te vi sofrer. Fui entrelaçar meus dedos nos seus esses dias, mas nunca andamos de mãos dadas nem abraçados. Nunca andamos juntos. Não conheço ninguém do seu convívio, nem você do meu. Não fazemos coisas em comum, mas nos encontramos com frequencia. Não sei seu endereço, se mora em casa ou apartamento. Se gosta de chuva, se prefere calor. Se gosta de barulho ou silêncio. Não reconheço sua voz ao telefone, nunca fez uma canção pra mim...
Não te conheço. Como é possível? Me espanto a perceber que você é somente o que eu criei a partir do que me faz sentir. Do que sua pele, seu cheiro, temperatura, gosto, olhar, toque, presença e mais ainda a ausência provocam em mim...
Tenho medo do que você ainda não é, mais ainda do que você pode ser! E assim prefiro não arriscar. Volto a dormir...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
O novo
Do silêncio
fez-se seu pulsar
um ruído
acelarado
indefinido
você...
Paralisou-me
Iluminou os olhos
Que há muito
Não conheciam emoção
Sua presença
Imperceptível
Uma esperança
Mesmo sem te ver
Meus braços
Colo
Meu pensar
Seus
Provocou em mim
O que nem tão perto
Pensei ser
Serei para você
Por você
Sua
De mais ninguém
Pelo menos
Até o próximo
Nos conhecemos
Ninguém avisou
Mas sabemos
Te encontro
No final do verão
Pode ser?
Mas te espero desde já
Te vivo desde sempre...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Enfim...
Querer uma vez
Outra mais
Hoje, ontem, depois
Para que esperar?
A espera é a certeza
Inconsciente e não consentida que temos
Eu e você
Ter um ao outro tão perto
Escuridão constante
Indefinida
É o toque
Aperto
Faz sorrir, olha e sente
Volta a sentir
Tocar e alocar
Um espaço a ti pertencente
Não por propriedade
Pura afinidade
Ardência no olhar...
Enfim a claridade?
Ver-te...
Poderemos enfim?
Sem mais conter o sentir
Ou o ir e vir
Posteriormente chegar
Enfim, poder partir
Surpreendentemente
Você fala
Escuto
Calo
Nada a dizer
Subitamente tive
Tenho
Só não soube como
Ou se era enfim o quando
Sentimento procede
Nunca pertenceu
Ao conhecimento
Explícito
Somente a madeira
Que o aflora
Ao fechar-te
Quando me olha
Imediatamente sei
Sei que importa
Distorce, torce
Vive, imagina
E não obstante prevê o fim
Coexistência do fim cíclico
Busca da compreensão
Dessa vontade mítica
Simplória e fatídica
Que faz o fim que principia retornar
Deixemos de lado
Toda a indagação
Pudor, horror
Nomes, regras, definições
Nada mais que
Tradução da vontade de ser
Sejamos distraídos
Eternamente
Nós dois
Como sempre fomos
Como sempre sendo
Enfim, eu e você.
Outra mais
Hoje, ontem, depois
Para que esperar?
A espera é a certeza
Inconsciente e não consentida que temos
Eu e você
Ter um ao outro tão perto
Escuridão constante
Indefinida
É o toque
Aperto
Faz sorrir, olha e sente
Volta a sentir
Tocar e alocar
Um espaço a ti pertencente
Não por propriedade
Pura afinidade
Ardência no olhar...
Enfim a claridade?
Ver-te...
Poderemos enfim?
Sem mais conter o sentir
Ou o ir e vir
Posteriormente chegar
Enfim, poder partir
Surpreendentemente
Você fala
Escuto
Calo
Nada a dizer
Subitamente tive
Tenho
Só não soube como
Ou se era enfim o quando
Sentimento procede
Nunca pertenceu
Ao conhecimento
Explícito
Somente a madeira
Que o aflora
Ao fechar-te
Quando me olha
Imediatamente sei
Sei que importa
Distorce, torce
Vive, imagina
E não obstante prevê o fim
Coexistência do fim cíclico
Busca da compreensão
Dessa vontade mítica
Simplória e fatídica
Que faz o fim que principia retornar
Deixemos de lado
Toda a indagação
Pudor, horror
Nomes, regras, definições
Nada mais que
Tradução da vontade de ser
Sejamos distraídos
Eternamente
Nós dois
Como sempre fomos
Como sempre sendo
Enfim, eu e você.
sábado, 15 de setembro de 2007
Um brinde
ao frio na barriga
ao sorriso sem motivos
as ruas sem sentido
arrepio na espinha
vontade de não sair mais do sofá
ao verão que ficou pra mais tarde
para tudo que nunca será tarde
aos suspiros constantes
lembranças sem hora
a saudade...
Um brinde ao que as pessoas leigamente chamam de amor
e que melhor se define como emoções e sensações que fazem você não saber mais ser somente você...
ao sorriso sem motivos
as ruas sem sentido
arrepio na espinha
vontade de não sair mais do sofá
ao verão que ficou pra mais tarde
para tudo que nunca será tarde
aos suspiros constantes
lembranças sem hora
a saudade...
Um brinde ao que as pessoas leigamente chamam de amor
e que melhor se define como emoções e sensações que fazem você não saber mais ser somente você...
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