segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pacto

Vamos combinar desde já, sem erros ou desvios. Sem medo ou covadia.
Sabemos que é quase certo que tudo acaba um dia, então comecemos pelo final. Prometo ser totalmente fiel a nossa felicidade, leal a nossa amizade e testemunha de nossa intensidade. E de acordo com a simplicidade de sempre, que o nosso sentimento alcance o que tiver que alcançar. Com nossas eternas metas a curto prazo para não atrapalhar a emoção. E no final, quando não tiver mais pra onde ir, que ele acabe ao mesmo tempo para nós dois...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Um a um somos dois
Complemento do que se é só
Descoberta do que se pode ser em par
O incomum do que se pode ter em comum

E quando não esperava
Ser o que é
Descobri que não sou mais só eu
Com você sou o melhor de mim..."

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Confidencial

Há alguns dias que as folhas do meu bloquinho ficam vazias. O lápis sempre está a mão e as pautas limpas e disponíveis. Porém, me resta uma desconexão verbal. Não acompanho a velocidade, tão pouco a intensidade. Mas se você prometer guardar mais esse segredo eu te conto em poucas palavras o que os olhos miúdos por conta do sorriso largo teimam em não esconder. Cada dia é um detalhe em doses insanas de explosão. E enquanto os olhos piscaram, inexplicavelmente me apaixonei!

domingo, 28 de setembro de 2008

?

O amor é o acaso do descaso da sábia razão
É aquele momento de descuido, quase invisível
Que a coragem se antecede ao medo
E a vontade se reflete em ação

O descaso com o acaso é a solidão, burrice da razão
Que vê todos os detalhes
A vontade se resume a fuga, inquietude do medo
E o sonho existe somente em olhos fechados

O amor é o acaso do meu descaso
É a inquietude do meu medo
Minha falta de coragem de acordar
Deixe meus olhos abertos a sonhar...

domingo, 10 de agosto de 2008

Já passou

Aindo fico impressionado como é inviável fugir, mesmo quando seus dias estão cheios e a vida repleta de novidades. Parece que o acaso cumpre seu papel com mais dignidade e coloca tudo chamando a sua atenção, só para não haver o esforço para lembrar.

Após o entendimento da importância do bom chopp para encerrar a semana, o barulhinho relaxante do mar só auxilia a conexão dos fatos. E é nesse contexto que percebo como tudo acontece tão rápido, quanta coisa acontece ao mesmo tempo e como o tempo muitas vezes pára em função de uma única situação.

Já passou tanto tempo desde do último real momento. Depois deles tantas novidades, aventuras, aflições, romances...vidas que seguiram e continuarão a seguir. E hoje de frente para o mar, você ainda está aqui. Com o mesmo olhar de sempre, do primeiro ao último encontro. Impressionante, inexplicável!

Dizem que o esforço para lembrar é a vontade de esquecer e que não dizer o que pensa já é pensar em dizer. Hoje faço juz ao aceitar, com plena tranquilidade, que não tenho a mínima vontade de esquecer. E que não mais somente pensarei em dizer. Enquanto houver frio na barriga e olhores desconcertantes nos encontros casuais, não farei a menor questão. Mesmo que a vida siga, que muitas outras emoções continuem a surgir. Enquanto os novos romances forem somente romances, ainda haverá o acaso. Que não se responsbiliza somente pelos encontros casuais, mas que me faz esbarrar com dez pessoas (sem exageros, nem ironias) com o nome igual ao seu. E acaba por provovar uma saudade que conforta pemsamentos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Lá fora passa o tempo

Nos tempos de dúvidas nada é mais comum do que perguntas. E elas cercam cada momento, cada pensamento, cada olhar. Chegam por toda parte, estão em todos os lugares. Misteriosamente vagam pelos espaços fazendo questão de não ter aonde chegar. E parece que a cada nova pergunta uma resposta é destruída no universo, pois é cada vez mais difícil encontrá-las. É temido o dia em que não saberemos nem dizer quem somos, do que gostamos ou o que queremos. Era temido? Pois já não se sabe mais. Ou nunca soubemos, talvez. Pelo menos não com toda certeza que tínhamos quando dizíamos que preferíamos um bolo de chocolate a uma salada de brócolis. Ou quando permanecer sujo a brincar pela rua era definitivamente mais divertido do que tomar banho e fazer a tarefa de casa da escola. Foi o tempo que apagou as respostas ou as perguntas que cresceram com o tempo?

Cresceram na extensão e intensidade. Na freqüência e convergência. Seguiu o fluxo natural do amadurecimento das perguntas, ser mais questionável a cada dia. Se aproximadamente na metade da vida já conseguimos encher nossos dias com elas, o que acontecerá com a outra metade? É sabido que inúmeras perguntas de hoje terão sido respondidas no futuro, pelo simples correr da vida. Mas creio ser impossível saber se como nós elas tem meia-vida, ou simplesmente a falta de resposta age como um inibidor da busca por questionamentos.

As repostas viram as próprias perguntas no ciclo respiratório dos pensamentos. E se perguntarem se um dia saberemos de tudo? Não sei qual é a melhor resposta. Mas quando eu descobri que uma nuvem com redemoinho no meio não era a origem de um ciclone, eu percebi que o mais gostoso das dúvidas é achar várias respostas para a mesma pergunta. Sem nenhuma pretensão, muito menos intenção de fazer as perguntas não conseguirem mais respirar...

domingo, 29 de junho de 2008

Nem tempo, nem medo

Nos últimos meses tenho pensado muito em escolhas e decisões. Muitas vezes eu gostaria de saber a conseqüência de cada uma delas antes de fazer a opção. Saber como seria o resultado final dos dois caminhos que sempre temos. Qual deles resultaria em maior emoção, mais tranqüilidade, mais aflição. Ou até mesmo qual faria correr atrás de uma grande mudança, de uma alternativa para modificar a conseqüência da escolha feita. Mas sempre resta a angústia de optar por somente uma forma de um todo abrangente e diverso. Caso contrário, o sentido de escolher e arriscar se perderia. Não haveria mais a busca pela paz em cada passo, em cada pequena escolha que faz diferença no grande todo que é a vida.
Escutamos o que queremos de muitas palavras, aceitamos o que nos interessa para ir de encontro ao objetivo que nos parece mais (in)sensato. Aquele que nos levaria para a felicidade comum, estipulada e arranjada pelos os que nos cercam. E é justamente assim que desconhecemos cada vez mais nós mesmos. Não sabemos como somos quando estamos sós. Nos tornamos incapazes de saber com o que realmente devemos nos importar. O que nos faz felizes ou tristes, ou por quanto tempo permanecer em um desses dois momentos. Quando devemos nos deixar ser irritados ou chateados por alguém, e principalmente quando nos perdemos nos planos e não vemos o hoje passar...
Racionalmente tudo é uma escolha. Desde de escolher gostar de alguém ou não gostar. Ficar junto ou não, comprar um picolé, ser gentil, ficar irritado, dar um sorriso, ficar à toa, fazer coisas, sofrer, ou achar tudo uma tolice. Realmente acreditar em algo ou simplesmente deixar o barco correr. Mesmo quando envolve outros, escolhemos o que queremos e o outro é apenas conseqüência de uma escolha diferente ou não.
O futuro hoje é incerto, e o novo continuará sendo. Caso contrário, não seria mais algo novo ou nem mesmo futuro. As escolhas devem ser baseadas nos momentos individuais, sem desrespeitar o tempo de cada coisa acontecer. Sem cobranças de ser certo ou errado, de ser agora ou mais tarde. Porque definitivamente nada é definitivo. O que é certo agora pode ficar errado no minuto seguinte. Então, para que procurar respostas para infinitas perguntas quando só nos resta escolher uma opção mesmo que seja de diversas maneiras diferentes?