Querer uma vez
Outra mais
Hoje, ontem, depois
Para que esperar?
A espera é a certeza
Inconsciente e não consentida que temos
Eu e você
Ter um ao outro tão perto
Escuridão constante
Indefinida
É o toque
Aperto
Faz sorrir, olha e sente
Volta a sentir
Tocar e alocar
Um espaço a ti pertencente
Não por propriedade
Pura afinidade
Ardência no olhar...
Enfim a claridade?
Ver-te...
Poderemos enfim?
Sem mais conter o sentir
Ou o ir e vir
Posteriormente chegar
Enfim, poder partir
Surpreendentemente
Você fala
Escuto
Calo
Nada a dizer
Subitamente tive
Tenho
Só não soube como
Ou se era enfim o quando
Sentimento procede
Nunca pertenceu
Ao conhecimento
Explícito
Somente a madeira
Que o aflora
Ao fechar-te
Quando me olha
Imediatamente sei
Sei que importa
Distorce, torce
Vive, imagina
E não obstante prevê o fim
Coexistência do fim cíclico
Busca da compreensão
Dessa vontade mítica
Simplória e fatídica
Que faz o fim que principia retornar
Deixemos de lado
Toda a indagação
Pudor, horror
Nomes, regras, definições
Nada mais que
Tradução da vontade de ser
Sejamos distraídos
Eternamente
Nós dois
Como sempre fomos
Como sempre sendo
Enfim, eu e você.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
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2 comentários:
Sejamos distraídos!
Vamos nos distrair?
Na Ilha
Na Praia
Na Lapa
Vamos?
Porque distraindo assim
Achamos.
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