terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Confidencial
Há alguns dias que as folhas do meu bloquinho ficam vazias. O lápis sempre está a mão e as pautas limpas e disponíveis. Porém, me resta uma desconexão verbal. Não acompanho a velocidade, tão pouco a intensidade. Mas se você prometer guardar mais esse segredo eu te conto em poucas palavras o que os olhos miúdos por conta do sorriso largo teimam em não esconder. Cada dia é um detalhe em doses insanas de explosão. E enquanto os olhos piscaram, inexplicavelmente me apaixonei!
domingo, 28 de setembro de 2008
?
O amor é o acaso do descaso da sábia razão
É aquele momento de descuido, quase invisível
Que a coragem se antecede ao medo
E a vontade se reflete em ação
O descaso com o acaso é a solidão, burrice da razão
Que vê todos os detalhes
A vontade se resume a fuga, inquietude do medo
E o sonho existe somente em olhos fechados
O amor é o acaso do meu descaso
É a inquietude do meu medo
Minha falta de coragem de acordar
Deixe meus olhos abertos a sonhar...
É aquele momento de descuido, quase invisível
Que a coragem se antecede ao medo
E a vontade se reflete em ação
O descaso com o acaso é a solidão, burrice da razão
Que vê todos os detalhes
A vontade se resume a fuga, inquietude do medo
E o sonho existe somente em olhos fechados
O amor é o acaso do meu descaso
É a inquietude do meu medo
Minha falta de coragem de acordar
Deixe meus olhos abertos a sonhar...
domingo, 10 de agosto de 2008
Já passou
Aindo fico impressionado como é inviável fugir, mesmo quando seus dias estão cheios e a vida repleta de novidades. Parece que o acaso cumpre seu papel com mais dignidade e coloca tudo chamando a sua atenção, só para não haver o esforço para lembrar.
Após o entendimento da importância do bom chopp para encerrar a semana, o barulhinho relaxante do mar só auxilia a conexão dos fatos. E é nesse contexto que percebo como tudo acontece tão rápido, quanta coisa acontece ao mesmo tempo e como o tempo muitas vezes pára em função de uma única situação.
Já passou tanto tempo desde do último real momento. Depois deles tantas novidades, aventuras, aflições, romances...vidas que seguiram e continuarão a seguir. E hoje de frente para o mar, você ainda está aqui. Com o mesmo olhar de sempre, do primeiro ao último encontro. Impressionante, inexplicável!
Dizem que o esforço para lembrar é a vontade de esquecer e que não dizer o que pensa já é pensar em dizer. Hoje faço juz ao aceitar, com plena tranquilidade, que não tenho a mínima vontade de esquecer. E que não mais somente pensarei em dizer. Enquanto houver frio na barriga e olhores desconcertantes nos encontros casuais, não farei a menor questão. Mesmo que a vida siga, que muitas outras emoções continuem a surgir. Enquanto os novos romances forem somente romances, ainda haverá o acaso. Que não se responsbiliza somente pelos encontros casuais, mas que me faz esbarrar com dez pessoas (sem exageros, nem ironias) com o nome igual ao seu. E acaba por provovar uma saudade que conforta pemsamentos.
Após o entendimento da importância do bom chopp para encerrar a semana, o barulhinho relaxante do mar só auxilia a conexão dos fatos. E é nesse contexto que percebo como tudo acontece tão rápido, quanta coisa acontece ao mesmo tempo e como o tempo muitas vezes pára em função de uma única situação.
Já passou tanto tempo desde do último real momento. Depois deles tantas novidades, aventuras, aflições, romances...vidas que seguiram e continuarão a seguir. E hoje de frente para o mar, você ainda está aqui. Com o mesmo olhar de sempre, do primeiro ao último encontro. Impressionante, inexplicável!
Dizem que o esforço para lembrar é a vontade de esquecer e que não dizer o que pensa já é pensar em dizer. Hoje faço juz ao aceitar, com plena tranquilidade, que não tenho a mínima vontade de esquecer. E que não mais somente pensarei em dizer. Enquanto houver frio na barriga e olhores desconcertantes nos encontros casuais, não farei a menor questão. Mesmo que a vida siga, que muitas outras emoções continuem a surgir. Enquanto os novos romances forem somente romances, ainda haverá o acaso. Que não se responsbiliza somente pelos encontros casuais, mas que me faz esbarrar com dez pessoas (sem exageros, nem ironias) com o nome igual ao seu. E acaba por provovar uma saudade que conforta pemsamentos.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Lá fora passa o tempo
Nos tempos de dúvidas nada é mais comum do que perguntas. E elas cercam cada momento, cada pensamento, cada olhar. Chegam por toda parte, estão em todos os lugares. Misteriosamente vagam pelos espaços fazendo questão de não ter aonde chegar. E parece que a cada nova pergunta uma resposta é destruída no universo, pois é cada vez mais difícil encontrá-las. É temido o dia em que não saberemos nem dizer quem somos, do que gostamos ou o que queremos. Era temido? Pois já não se sabe mais. Ou nunca soubemos, talvez. Pelo menos não com toda certeza que tínhamos quando dizíamos que preferíamos um bolo de chocolate a uma salada de brócolis. Ou quando permanecer sujo a brincar pela rua era definitivamente mais divertido do que tomar banho e fazer a tarefa de casa da escola. Foi o tempo que apagou as respostas ou as perguntas que cresceram com o tempo?
Cresceram na extensão e intensidade. Na freqüência e convergência. Seguiu o fluxo natural do amadurecimento das perguntas, ser mais questionável a cada dia. Se aproximadamente na metade da vida já conseguimos encher nossos dias com elas, o que acontecerá com a outra metade? É sabido que inúmeras perguntas de hoje terão sido respondidas no futuro, pelo simples correr da vida. Mas creio ser impossível saber se como nós elas tem meia-vida, ou simplesmente a falta de resposta age como um inibidor da busca por questionamentos.
As repostas viram as próprias perguntas no ciclo respiratório dos pensamentos. E se perguntarem se um dia saberemos de tudo? Não sei qual é a melhor resposta. Mas quando eu descobri que uma nuvem com redemoinho no meio não era a origem de um ciclone, eu percebi que o mais gostoso das dúvidas é achar várias respostas para a mesma pergunta. Sem nenhuma pretensão, muito menos intenção de fazer as perguntas não conseguirem mais respirar...
Cresceram na extensão e intensidade. Na freqüência e convergência. Seguiu o fluxo natural do amadurecimento das perguntas, ser mais questionável a cada dia. Se aproximadamente na metade da vida já conseguimos encher nossos dias com elas, o que acontecerá com a outra metade? É sabido que inúmeras perguntas de hoje terão sido respondidas no futuro, pelo simples correr da vida. Mas creio ser impossível saber se como nós elas tem meia-vida, ou simplesmente a falta de resposta age como um inibidor da busca por questionamentos.
As repostas viram as próprias perguntas no ciclo respiratório dos pensamentos. E se perguntarem se um dia saberemos de tudo? Não sei qual é a melhor resposta. Mas quando eu descobri que uma nuvem com redemoinho no meio não era a origem de um ciclone, eu percebi que o mais gostoso das dúvidas é achar várias respostas para a mesma pergunta. Sem nenhuma pretensão, muito menos intenção de fazer as perguntas não conseguirem mais respirar...
domingo, 29 de junho de 2008
Nem tempo, nem medo
Nos últimos meses tenho pensado muito em escolhas e decisões. Muitas vezes eu gostaria de saber a conseqüência de cada uma delas antes de fazer a opção. Saber como seria o resultado final dos dois caminhos que sempre temos. Qual deles resultaria em maior emoção, mais tranqüilidade, mais aflição. Ou até mesmo qual faria correr atrás de uma grande mudança, de uma alternativa para modificar a conseqüência da escolha feita. Mas sempre resta a angústia de optar por somente uma forma de um todo abrangente e diverso. Caso contrário, o sentido de escolher e arriscar se perderia. Não haveria mais a busca pela paz em cada passo, em cada pequena escolha que faz diferença no grande todo que é a vida.
Escutamos o que queremos de muitas palavras, aceitamos o que nos interessa para ir de encontro ao objetivo que nos parece mais (in)sensato. Aquele que nos levaria para a felicidade comum, estipulada e arranjada pelos os que nos cercam. E é justamente assim que desconhecemos cada vez mais nós mesmos. Não sabemos como somos quando estamos sós. Nos tornamos incapazes de saber com o que realmente devemos nos importar. O que nos faz felizes ou tristes, ou por quanto tempo permanecer em um desses dois momentos. Quando devemos nos deixar ser irritados ou chateados por alguém, e principalmente quando nos perdemos nos planos e não vemos o hoje passar...
Racionalmente tudo é uma escolha. Desde de escolher gostar de alguém ou não gostar. Ficar junto ou não, comprar um picolé, ser gentil, ficar irritado, dar um sorriso, ficar à toa, fazer coisas, sofrer, ou achar tudo uma tolice. Realmente acreditar em algo ou simplesmente deixar o barco correr. Mesmo quando envolve outros, escolhemos o que queremos e o outro é apenas conseqüência de uma escolha diferente ou não.
O futuro hoje é incerto, e o novo continuará sendo. Caso contrário, não seria mais algo novo ou nem mesmo futuro. As escolhas devem ser baseadas nos momentos individuais, sem desrespeitar o tempo de cada coisa acontecer. Sem cobranças de ser certo ou errado, de ser agora ou mais tarde. Porque definitivamente nada é definitivo. O que é certo agora pode ficar errado no minuto seguinte. Então, para que procurar respostas para infinitas perguntas quando só nos resta escolher uma opção mesmo que seja de diversas maneiras diferentes?
Escutamos o que queremos de muitas palavras, aceitamos o que nos interessa para ir de encontro ao objetivo que nos parece mais (in)sensato. Aquele que nos levaria para a felicidade comum, estipulada e arranjada pelos os que nos cercam. E é justamente assim que desconhecemos cada vez mais nós mesmos. Não sabemos como somos quando estamos sós. Nos tornamos incapazes de saber com o que realmente devemos nos importar. O que nos faz felizes ou tristes, ou por quanto tempo permanecer em um desses dois momentos. Quando devemos nos deixar ser irritados ou chateados por alguém, e principalmente quando nos perdemos nos planos e não vemos o hoje passar...
Racionalmente tudo é uma escolha. Desde de escolher gostar de alguém ou não gostar. Ficar junto ou não, comprar um picolé, ser gentil, ficar irritado, dar um sorriso, ficar à toa, fazer coisas, sofrer, ou achar tudo uma tolice. Realmente acreditar em algo ou simplesmente deixar o barco correr. Mesmo quando envolve outros, escolhemos o que queremos e o outro é apenas conseqüência de uma escolha diferente ou não.
O futuro hoje é incerto, e o novo continuará sendo. Caso contrário, não seria mais algo novo ou nem mesmo futuro. As escolhas devem ser baseadas nos momentos individuais, sem desrespeitar o tempo de cada coisa acontecer. Sem cobranças de ser certo ou errado, de ser agora ou mais tarde. Porque definitivamente nada é definitivo. O que é certo agora pode ficar errado no minuto seguinte. Então, para que procurar respostas para infinitas perguntas quando só nos resta escolher uma opção mesmo que seja de diversas maneiras diferentes?
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sonhos
Para que tê-los? Tantas ilusões, fantasias e desejos que só mudam objetivos e modo de ser. Parte corações, faz cair lágrimas de olhos inocentes que apenas tentam transformar os tais sonhos em realidade. Inocência que vê felicidade nas próprias lágrimas e coração partido. Ela não quer viver sem o sofrer por amor, sem a incerteza da eterna busca. Ela só quer buscar, encontrar e querer buscar cada vez mais. Sem parar, nunca. Principalmente por entender a vontade de não querer como a morte fisiológica ou pior ainda, morte do não viver por temer.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Tomara
Acabamos de chegar e sabemos que você já tem que ir. Tomara que você demore somente o necessário, mas que esse tempo seja suficiente para a saudade chegar. Porém, um pouco menos para ela não passar. Quando a saudade chegar que ela traga aquele sorriso suave de uma boa lembrança, daquele que chega sem hora marcada e muitas vezes até em momentos impróprios. Que venha também aquela vontade de cantar bem alto no chuveiro para a vizinhança inteira ouvir. Vontade de rir e ser gentil com todos e tudo, e fazer ainda um pouco mais do que normalmente parece ser improvável.
Ir a praia com o mar virado só para recordar. Esperar a lua chegar não somente para admirá-la, e sim para brindar por menos um dia que tem que passar. Antes de dormir planejar cuidadosamente cada detalhe da sua recepção, mesmo que eu ainda não saiba o que de fato irá te agradar. Tudo isso e muito mais que ainda não foi revelado ou mesmo estimulado. Com a clareza de que você acabou de chegar, e mal chegou já despertou o desejo de viver os meus, acompanhar os seus e imaginar todos os momentos que podem virar nossos.
Ir a praia com o mar virado só para recordar. Esperar a lua chegar não somente para admirá-la, e sim para brindar por menos um dia que tem que passar. Antes de dormir planejar cuidadosamente cada detalhe da sua recepção, mesmo que eu ainda não saiba o que de fato irá te agradar. Tudo isso e muito mais que ainda não foi revelado ou mesmo estimulado. Com a clareza de que você acabou de chegar, e mal chegou já despertou o desejo de viver os meus, acompanhar os seus e imaginar todos os momentos que podem virar nossos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Adeus
Depois de ser você
Ter você
Estar em nós
Como será
Voltar a ser
Algo que não seja seu?
Meus cachos te traduzem
Meu violão te anuncia
Minha música tem sua assinatura
Eu, agora no singular
Você, em outro plural
Me descrevo sem sua influência
Meu cabelo é liso
Meu violão mudo
Minha poesia é sem melodia
Resta o que você tanto gostou
Não mais o que você levou
Eu versus você
Como dar sentido
Ao que ficou ou virá
Depois de ter você
Ter você
Estar em nós
Como será
Voltar a ser
Algo que não seja seu?
Meus cachos te traduzem
Meu violão te anuncia
Minha música tem sua assinatura
Eu, agora no singular
Você, em outro plural
Me descrevo sem sua influência
Meu cabelo é liso
Meu violão mudo
Minha poesia é sem melodia
Resta o que você tanto gostou
Não mais o que você levou
Eu versus você
Como dar sentido
Ao que ficou ou virá
Depois de ter você
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