domingo, 29 de junho de 2008

Nem tempo, nem medo

Nos últimos meses tenho pensado muito em escolhas e decisões. Muitas vezes eu gostaria de saber a conseqüência de cada uma delas antes de fazer a opção. Saber como seria o resultado final dos dois caminhos que sempre temos. Qual deles resultaria em maior emoção, mais tranqüilidade, mais aflição. Ou até mesmo qual faria correr atrás de uma grande mudança, de uma alternativa para modificar a conseqüência da escolha feita. Mas sempre resta a angústia de optar por somente uma forma de um todo abrangente e diverso. Caso contrário, o sentido de escolher e arriscar se perderia. Não haveria mais a busca pela paz em cada passo, em cada pequena escolha que faz diferença no grande todo que é a vida.
Escutamos o que queremos de muitas palavras, aceitamos o que nos interessa para ir de encontro ao objetivo que nos parece mais (in)sensato. Aquele que nos levaria para a felicidade comum, estipulada e arranjada pelos os que nos cercam. E é justamente assim que desconhecemos cada vez mais nós mesmos. Não sabemos como somos quando estamos sós. Nos tornamos incapazes de saber com o que realmente devemos nos importar. O que nos faz felizes ou tristes, ou por quanto tempo permanecer em um desses dois momentos. Quando devemos nos deixar ser irritados ou chateados por alguém, e principalmente quando nos perdemos nos planos e não vemos o hoje passar...
Racionalmente tudo é uma escolha. Desde de escolher gostar de alguém ou não gostar. Ficar junto ou não, comprar um picolé, ser gentil, ficar irritado, dar um sorriso, ficar à toa, fazer coisas, sofrer, ou achar tudo uma tolice. Realmente acreditar em algo ou simplesmente deixar o barco correr. Mesmo quando envolve outros, escolhemos o que queremos e o outro é apenas conseqüência de uma escolha diferente ou não.
O futuro hoje é incerto, e o novo continuará sendo. Caso contrário, não seria mais algo novo ou nem mesmo futuro. As escolhas devem ser baseadas nos momentos individuais, sem desrespeitar o tempo de cada coisa acontecer. Sem cobranças de ser certo ou errado, de ser agora ou mais tarde. Porque definitivamente nada é definitivo. O que é certo agora pode ficar errado no minuto seguinte. Então, para que procurar respostas para infinitas perguntas quando só nos resta escolher uma opção mesmo que seja de diversas maneiras diferentes?

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