Duas taças de vinho
Quatro chopes
E uma porção de qualquer coisa
Que não seja misturada a outra
Para melhor saborear
Um sax ao fundo
De encontro a uma música
Que pouco importava
A sua própria já era suficiente
Em breve confissões
Intensas como agora
Nossas desde sempre
Das primeiras e das únicas
Que ainda agora
Freiam nossa garganta
Dão aquele nó
Enchem nossos olhos
Ao deitar
Ainda um pouco embriagada
(Culpa do vinho seco por emoções)
Escuto sua voz gravada
Tradução do que nos tornamos
Retrato do que hoje vivemos
Se eu precisasse dizer não
Talvez dissesse talvez
Talvez não
Não que eu queira dizer sim
Não que eu vá dizer talvez
Talvez até diga sim
Mas é o não que me deixa em dúvida
Duvido que queira ouvir um não
Ou talvez
Por isso eu digo
Quem sabe um dia
(Escrito por Ana Paula Barros e Rodrigo Leite)
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
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Um comentário:
ê cachaça!
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